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Muitas pessoas, um mundo

#idade_6a10

À nossa volta, existem pessoas diferentes - de diferentes países, diferentes faixas etárias, com diferentes níveis de habilidades físicas. Todo o indivíduo é um sujeito valioso, com quem vale a pena falar, vale a pena conhecer, vale a pena ajudar. Mas ajudar os outros exige empatia e atenção plena, somente nesse caso você pode ser realmente útil. Durante a reunião, os participantes conhecerão a história de uma agente de mudança com deficiência, tentarão colocar-se no lugar dela e pensarão juntos em como mudar o mundo e ajudar os outros - de forma efetiva, com cuidado e atenção.

#EducaçãoGlobal #Diversidade



Principais objetivos:

  • Desenvolver a sensibilidade dos participantes em relação a outras pessoas e indicar o trabalho com pessoas em situação difícil como uma das áreas de mudança no mundo.


Durante o workshop, os participantes irão:

  • Compreender e praticar empatia e atenção plena.

  • Aprender a prestar atenção a outras pessoas, especialmente aquelas que enfrentam exclusão ou outros tipos de dificuldades.

  • Perceber que a deficiência não significa apenas limites e as pessoas com deficiência fazem coisas importantes e bonitas (elas experimentam o mundo de uma maneira diferente e não necessariamente pior).

  • Pensar no que significa “ajudar de uma maneira boa”.



1. Iniciar a reunião com o canto:


Juntos mudamos o mundo

Assim melhoramos tudo

Às pessoas, animais, natureza

Levamos esta nossa surpresa


2. História


Leia aos participantes a terceira carta dos nossos viajantes.


Queridas crianças!


Desta vez, falaremos sobre uma incrível agente de mudança - Yoshi, do Japão. Yoshi perdeu a visão quando criança, mas isso não a impede de mudar o mundo para melhor! Yoshi abriu na Tailândia uma Biblioteca Móvel. Ela traz livros para crianças e adultos, tentando espalhar a beleza da leitura e da educação. Algumas das pessoas que ela serve vivem em aldeias muito remotas. Outros estão doentes ou têm diferentes tipos de deficiência, o que os impede de sair de casa.


Yoshi, em conjunto com os seus trabalhadores, traz livros para estas pessoas, às vezes ela também fica mais tempo para conversar e ouvir o que elas precisam. Cada pessoa espera algo diferente, por isso é tão importante questionar as necessidades pessoais de cada um. Yoshi ouve com atenção porque sabe como é quando alguém precisa de ajuda. Ela também teve que ultrapassar muitas dificuldades. Yoshi não só era cega, como veio para a Tailândia de outro país - do Japão. Muito tempo se passou até que os habitantes de uma pequena cidade tailandesa a aceitassem, mas agora toda a gente gosta dela e aprecia o seu trabalho de mudança. Yoshi provou que todos podem mudar o mundo! Saudações da Tailândia.


Anna e Andrea


Pode encontrar a história completa de Yoshi, “Veja mais”.


Pergunte aos participantes o que eles acham do trabalho de Yoshi. Como é que eles pensam que será ser uma pessoa cega? Falem sobre isso juntos. Verifique se eles sabem onde são a Tailândia e o Japão (mostre-lhes esses países no mapa) e se compreendem todos os termos que apareceram na história (por exemplo, biblioteca móvel, pessoa com deficiência).



Yoshi, durante uma aula no jardim de infância em uma pequena vila localizada nas montanhas tailandesas. Graças aos Centros Infantis organizados por Yoshi, os habitantes mais jovens de vilas remotas podem se preparar para estudar em escolas públicas, por exemplo, aprendendo a língua tailandesa (minorias étnicas utilizam seus próprios dialetos).

3. Exercício


Façam exercícios juntos que ajudarão os participantes a entender a situação de uma pessoa com deficiência.


Exercício 1. Divida os participantes em duplas. Uma pessoa está com os olhos vendados, a outra dá-lhe coisas diferentes. A tarefa da pessoa com olhos cobertos é verificar cuidadosamente todas as coisas com o toque e adivinhar o que são. Depois de um tempo, os participantes trocam de papeis.


Exercício 2. No próximo exercício novamente, uma pessoa fica de olhos vendados e a segunda torna-se guia. A tarefa do guia é levar a pessoa com os olhos vendados a passear pela sala e, se possível, a ir lá fora. A pessoa de olhos vendados atua como pesquisadora, descobre o mundo sob diferentes perspectivas. Ela / ela tenta perceber os espaços através de outros sentidos que não a visão. O exercício deve ser feito lentamente. Permita que os participantes conheçam a estrutura das coisas, entendam o que se sente quando se anda na escuridão com o apoio de outras pessoas. Após algum tempo, os participantes trocam de função.


Resumindo os exercícios, pergunte às crianças como elas se sentiram ao andar de olhos fechados. Descobriram algo novo? Que emoções sentiram? Foque a atenção dos participantes no facto de que vão surgindo emoções diferentes em cada um. Cada pessoa na mesma situação pode sentir-se diferente. Compare as suas emoções com a discussão teórica sobre como uma pessoa cega pode sentir-se, tal como fez no início da reunião.



4. Discussão


Pergunte também aos participantes como eles se sentiram no papel de guia. Sublinhe que um guia precisa de ter muita cautela e atenção (peça aos participantes que expliquem o que significa, corrija, se necessário, as suas respostas) para cuidar adequadamente da pessoa que conduzem. Explique aos participantes que a atenção plena é algo que os agentes de mudança realmente precisam de nutrir.


Uma característica importante para ajudar os outros também é a empatia. Às vezes, diz-se que a empatia é colocarmos-nos no lugar do outro. No exercício anterior, os participantes estavam no lugar de uma pessoa cega, mas isso significa que eles sabem ao certo como essa pessoa se sente e do que ela precisa? Este exercício ajudou-nos a perceber o que uma pessoa cega pode sentir, mas não é suficiente. Os participantes tiveram emoções diferentes durante este exercício. O mesmo pode acontecer com pessoas cegas e outras pessoas que precisam de ajuda. Cada um deles pode ter emoções diferentes e pode precisar de coisas diferentes.


Pergunte aos participantes quem mais pode precisar da nossa ajuda. Talvez pessoas com outros tipos de deficiência ou idosos? Ou talvez migrantes e refugiados que não sabem o idioma local?


Resumindo a discussão, pensem juntos naquilo que é importante para se ajudar alguém. O que precisamos de fazer para que a nossa ajuda seja positiva e eficaz? Anote algumas regras que definem uma boa ajuda. Sublinhe que é muito importante ter a certeza (perguntar) daquilo que a pessoa que você deseja ajudar realmente espera e que tipo de ajuda é necessária. Lembre-se da empatia e atenção plena.


Exemplos de regras da boa ajuda:

  • Olhar atentamente para identificar quem precisa de ajuda.

  • Perguntar se é necessária ajuda.

  • Pensar em como a pessoa que ajudas se sente.

  • Verificar o que mudou graças à tua ajuda.


5. Obra de Arte


Com base nas regras da boa ajuda escritas anteriormente, preparem um tutorial com imagens. Cada equipa pequena de 4-6 participantes pode ilustrar uma regra.



6. Drama


Troque as ilustrações das regras da boa ajuda, para que cada pequena equipa tenha uma regra diferente daquela para a qual criou a figura. A próxima tarefa é preparar um drama no qual as equipas apresentem uma situação de ajuda aplicando a regra que receberam. Certifique-se de que as equipas representam situações diferentes, por exemplo, com pessoas com deficiência, idosos e pessoas de outros países. Depois de assistir a cada drama, pensem juntos, se foi realmente representado um exemplo de boa ajuda. Ajude os participantes a explicar porque sim ou porque não.



7. Resumo


Peça aos participantes para partilharem uns com os outros a sua experiência relacionada com a ajuda (quando eles ajudaram alguém ou alguém os ajudou).



8. Trabalho de casa


Peça aos participantes que observem à sua volta com empatia e atenção. Quem pode precisar da nossa ajuda? Peça-lhes para ajudar uma pessoa da maneira correta.



9. Terminando a reunião com o canto


Juntos mudamos o mundo

Assim melhoramos tudo

Às pessoas, animais, natureza

Levamos esta nossa surpresa



Tarefas adicionais para o grupo:

  • Perguntar a 5 pessoas o que significa empatia.

  • Olhar em volta e pensar no que pode ser difícil para as pessoas com diferentes tipos de deficiência. Podes ajudar em alguns desses casos? Se sim - faz isso!


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